terça-feira, 30 de novembro de 2010

Delta do Parnaíba ou Delta das Américas?


Tema:Ecoturismo

Autor: Fabian Kürten e Marina de Lima Minari

Data: 22/11/2002









Ambas as denominações estão corretas. Na verdade, o que acontece é uma vontade por parte do Estado do Maranhão de “puxar a brasa para a sardinha deles”. O fato do nome Delta do Parnaíba possuir o “Parnaíba” (nada mais claro já que o delta é formado pelo rio Parnaíba), faz o estado vizinho achar que há privilegio para a cidade de Parnaíba e conseqüentemente o estado “concorrente”. Com o desenvolvimento do turismo no Maranhão, pensou-se em um nome neutro. Daí então a denominação Delta das Américas.



Rixas a parte, essa formação geográfica apresenta uma forma de relevo que é peculiaridade mundial, já que formas de igual potencial só são encontradas nos rios Nilo e Mekong, na África e Ásia, respectivamente. Desde o dia 28 de Agosto de 1996, foi transformado em APA, abrangendo uma área de 313.809 hectares.



O Delta é como um arquipélago circundado por pequeninas cidades. É uma área onde se mesclam as culturas maranhenses e piauienses em um único ambiente. Os municípios que fazem parte da APA são, no estado do Maranhão: Paulino Neves, Tutóia, Araioses e Água Doce; no Piauí incluem-se: Ilha Grande, Parnaíba, Luís Correia e cajueiro da Praia; e no Ceará, Chaval e Barroquinha.

terça-feira, 12 de outubro de 2010


História do Maranhão
Foram os espanhóis os primeiros europeus a chegarem, em 1500, à região onde hoje se encontra o estado do Maranhão. Em 1535, no entanto, verificou-se por parte dos portugueses uma primeira tentativa fracassada de ocupação do território. Foram os franceses que realizaram a ocupação efetiva iniciada em 1612, quando 500 deles chegaram em três navios e fundaram a França Equinocial. Seguiram-se lutas e tréguas entre portugueses e franceses até 1615, quando os primeiros retomaram definitivamente a colônia. Em 1621, foi instituído o estado do Maranhão e Grão-Pará, com o objetivo de melhorar as defesas da costa e os contatos com a metrópole, uma vez que as relações com a capital da colônia, Salvador, localizada na costa leste do oceano Atlântico, eram dificultadas devido às correntes marítimas. Em 1641, os holandeses invadiram a região e ocuparam a ilha de São Luis, nomeando o povoado em homenagem ao rei Luiz XIII. Três anos depois, foram expulsos pelos portugueses. A separação do Maranhão e Pará veio a ocorrer em 1774, após a consolidação do domínio português na região. A forte influência portuguesa no Maranhão fez com que o estado só aceitasse em 1823, após intervenção armada, a independência do Brasil de Portugal, ocorrida em 7 de setembro de 1822.
São Luís, capital do Estado do Maranhão, localizada na porção Meio-Norte do Brasil, constitui a última fronteira da região Nordeste com a Amazônia. Com uma área estimada em 831,7 Km2 (IBGE:1996) esta cidade herdou de seus antepassados um conjunto arquitetônico colonial de influência ibérica sem precedentes na América Latina, tanto pela sua extensão, como por sua homogeneidade. Legado formado por acontecimentos históricos que discorreremos a seguir.  
      Mesmo possuindo o direito de ocupar as terras pertencentes ao Norte do Brasil através do Tratado de Tordesilhas (1494), a nação portuguesa após algumas tentativas fracassadas de ocupação dessa porção do território por terra e por mar, acabou cedendo espaço  para os franceses, que em 1612 aportaram nas terras onde hoje encontra-se São Luís.   
      Com a constituição da França Equinocial, escolheu-se para a sede da colônia um altaneiro promontório, que segundo MEIRELES (2000: 42) “localizava-se na confluência dos dois maiores rios da Ilha, defronte a Jeviré, aí rezaram os capuchinhos , a 12 de agosto, a primeira missa no Maranhão”.
      A construção de um forte e de algumas residências utilizando-se de mão-de-obra indígena selou definitivamente a fixação da expedição francesa em solo maranhense e o seu contato com os habitantes indígenas. Em 8 de setembro de 1612 foi solenemente fundada a colônia francesa no Maranhão, ou França Equinocial, com limites definidos em 50 léguas para o Norte e para o Sul, a partir do Forte de Saint Louis, marco fundador de São Luís.

      Com a nomeação de Jerônimo de Albuquerque para Capitão da Conquista e Descobrimento das Terras do Maranhão, a reconquista portuguesa desse território estava sendo planejada em Pernambuco, onde segundo Meireles (2000: 50) “fixou-se o Governador em Olinda e fez partir para o norte, a 1º de junho de 1613, sob as ordens do capitão indicado, 100 homens em quatro embarcações”.

                Jerônimo de Albuquerque desembarca na desembocadura do Rio Munin, em frente à Ilha Grande em 28 de outubro de 1614, e após a tão narrada Batalha de Guaxenduba, onde as forças de Portugal, com um número de homens e armamentos bem menor que as forças defensivas francesas, conseguem derrotar, em um ataque surpresa, as tropas de Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière,São Luís é retomada para o domínio de Portugal.
                Expulsos os franceses, o General Português Alexandre de Moura estabelece os alicerces para a organização de São Luís: confirma e estabelece Jerônimo de Albuquerque como Capitão-Mor da conquista do Maranhão, oferecendo-lhe um regimento para o governo da capitania.
     Estabelecidas as bases para a fixação de gente em terras maranhenses, Jerônimo de Albuquerque empreende algumas atividades cujo objetivo era dar condições para a implantação do sistema colonial português: o planejamento e construção de arruamentos a partir do Forte, finalização dos trabalhos de uma nau iniciada pelos franceses, além disso, “justificava-se a necessidade de restaurar e ampliar a fortaleza, agora de São Felipe, de acordo com as plantas do Engenheiro militar Francisco Frias de Mesquita, autor também do traçado urbano que seria seguido na implantação da cidade...” (Leite Filho:[S.D.]  625).


O MARANHÃO

Como tudo começouA divisa fixada em 1494 pelo Tratado de Tordesilhas, entre Espanha e Portugal para dividir as terras ainda desconhecidas pelos europeus, cortava a linha do Equador em um ponto qualquer afastado do Amazonas.
Os métodos rudimentares para determinar as distâncias em alto mar não possibilitavam uma localização precisa e, na dúvida, devido às sanções que ameaçavam os que não teriam respeitado este "testamento de Adão" - como o chamava ironicamente Francisco I da França - era preferível manter-se distante da zona incerta.
Os sucessores de Colombo, assim como os de Cabral, não se distanciavam das rotas conhecidas, e todo o litoral entre o Orenoco e o Nordeste brasileiro tornava-se um "no man's land", que somente alguns raros exploradores clandestinos ousavam percorrer. Para incentivar o povoamento do Brasil, o rei João III, de Portugal, dividiu-o em capitanias hereditárias, em 1535. A Capitania do Maranhão, situada mais ao Norte, ele a deu ao tesoureiro - e célebre historiador - João de Barros, que levou muito a sério a sua missão colonizadora. Ao longo de três décadas, ele enviou não menos de quatro frotas com mais de 3.000 colonos, que fundaram a cidade de Nazaré (muito provavelmente na localização atual de São Luís) e três outros vilarejos, sob as ordens de seus próprios filhos, que ali ficaram durante cinco anos (1555-60). A falta de ajuda oficial e o precário conhecimento das rotas marítimas (por causa do Gulf Stream era mais fácil ir de São Luís à Europa do que de São Luís para o resto do Brasil!) contribuíram, pouco a pouco, para o desaparecimento destas colônias. Depois de 1570, enquanto o Brasil já tinha cidades tão ricas quanto Salvador e Olinda, toda a costa do Norte era uma região abandonada à própria sorte.Este descaso do poder despertou a cobiça dos ambiciosos: traficantes portugueses e espanhóis, corsários holandeses, ingleses e, principalmente, franceses, que vinham todo ano para comerciar com os índios, estabelecendo assim as bases de um contato vantajoso.
Em 1612, uma expedição francesa comandada por Daniel de la Touche, Senhor de la Ravardière, partia de Cancale (Saint-Malo) na Bretanha, com o apoio da regente Maria de Médicis, para se apossar do lugar ("não pela força mas por amor", segundo as palavras do missionário capuchinho Claude d'Abbeville) e fundar aqui a França Equinocial.
No dia 8 de setembro, foi concluído o Forte e Vila de São Luís, assim nomeado em homenagem a Luís XIII (alguns anos mais tarde, no lado contrário ao Atlântico, na embocadura do Senegal, uma outra cidade seria batizada com o nome de São Luís, mas em homenagem a Luís XIV). O fato teve uma certa repercussão e provocou uma crise diplomática, resultando, finalmente, na reconquista do Maranhão pelos portugueses de Pernambuco, em 1615.
Fonte: Site do Governo do Estado do Maranhão.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

LEI É PRA SE CUMPRIR
CUMPRA A LEI PREFEITA!
LEI APROVADA!
PORQUE NÃO CUMPRIU?
PLANO DE CARGO E CARREIRA DO MAGISTÉRIO.
ü PROMOÇÃO PRA CLASSE IV.
ü REAJUSTE DA TABELA
ü REGÊNCIA  DE 15%
ü GRATIFICAÇÃO ESPECIALISTA NOS DOIS TURNOS

LEI APROVADO  EM 16 DE ABRIL DE 2010 PELA CÂMARA  MUNICIPAL .
JÁ EXPIROU O PRAZO DE 60 DIAS! ESTAMOS Há 120 DIAS E NADA!
CUMPRA JÁ!

SINDSEPMA
“O PODER NAS MÃOS DOS SERVIDORES”

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

PARALISAÇÃO DOS PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO MUNICIPIO DE ARAIOSES


Reunidos em Assembléia Geral, neste domingo19/09/2010, professores do município de Araioses, decidiram por unanimidade pela PARALISAÇÃO no 23 de setembro em protesto pelo não cumprimento por parte do governo municipal, do Plano de Cargos e Carreira do Magistério, aprovado pela Câmara Municipal de Araioses no que diz respeito:





Promoção pra nível IV





Reajuste da tabela salarial




Gratificação especialista em dois turnos




Regência de Classe 15%



Trata-se de um projeto de Lei de autoria do executivo em que atualizava o Plano de Cargo e Carreira do Magistério, de acordo com a lei do FUNDEB aprovado pela Câmara Municipal de Araioses, no dia 16 de abril do ano em curso, com 60 dias de prazo para implantação. O não cumprimento levará os professores a Paralisação por um dia letivo neste mês. Segundo a direção do SINDSPEMA, essa paralisação será um alerta para chamar atenção do governo, dentre outros medidas que serão tomadas pela entidade.


terça-feira, 29 de junho de 2010

Muitas vezes

Muitas vezes
Quando achamos que nossos sonhos estão perdidos uma simples palavra pode mudar tudo ... porque foram suas palavras ditas com sinceridade que me ajudaram a compreender e perceber que na vida tudo passa. As turbulências são passageiras e abater-se só faz aumenta-las “ainda mais que não passam de estados mentais.” Ao erguermos nossa auto-estima e acreditarmos realmente em nossos sonhos logo todos eles são realizáveis .“
Não se prenda a opiniões ...
Lembre-se:
“você é uma pessoa muito especial”!
São pessoas como você que faz a diferença !

TEOLOGIA HISTÓRICA

TEOLOGIA HISTÓRICA



I. A HISTÓRIA , INGRESSO NUMA TRADIÇÃO

Todos os planos de estudo teológicos de vinte anos para cá penetram nos problemas dogmáticos ou de ética através do seu principio. Trata-se de compreender o ser, a vida , a fé da igreja ou do povo de Deusa partir de sua caminhada desde de suas origens. O decreto do vaticano II sobre a formação de sacerdotes, “optatam totius” reflete esses planos.

Denominamos historia o passado das espécies animais , das plantas, da terra. de um individuo de sua a vida social de seus pensamentos. Portanto haverá uma historia do povo de Deus, uma historia das idéias que o alimentam.


A) “TEOLOGIA HISTÓRICA”: PROBLEMAS DE VOCABULÁRIO.

Teologia histórica tem a vantagem de se aplicar uma área muito vasta. Mas suscita problemas quando procuramos definir melhor o sentido das palavras, e nos referimos aos debates que ocupam o primeiro terço deste século. Esses debates tinham um contexto: as introduções das disciplinas historiam e dos métodos comparativos e críticos nas ciências religiosa constituiu uma das causa da crise modernista.
O problema suscitada pela”teologia histórica”, designa um saber na fé. Trata-se da teologia, da atividade mediante a qual o teólogo estuda a matéria documental, bíblica histórica, da qual se alimenta a sua elaboração dos mistérios da fé ou da vida sobre natural da igreja.
B) VANTAGEM DE UM CONHECIMENTO DA HISTORIA.
DESPERTAR PARA O SENTIDO HISTÓRICO.

Em sua Introducion à l’Histoire (1945), Louis Halpen, arrolava os benefícios trazidos pela prática da historia: modéstia, eqüidade, nos julgamentos, prudência contraria a toda pressa intempestiva, duvida racional e razoável, bom senso e comedimento.
A igreja católica do século XIX recorreu inúmeras vezes a uma apologética que procura justifica-la a qualquer custo. O que levou o abade Huvelin a afirmar : “A apologética comum não vale nada; muitas vezes é engenhosa, mas completamente falsa”.
O conhecimento da historia traz em seu bojo a solução de inúmeras dificuldades e permite encontrar “a segunda ingenuidade” , a do adulto informada. Ter o senso histórico significa, para nós , ter consciência de que tudo que precede dos homens muda.



II. A HISTÓRIA DA IGREJA

A) A HISTORIA
Na igreja o que se fez com muita freqüência foi uma exaltação do papado uma apologética com matizes triunfantes.
Representantes da historia fatual: Ch.V.Langlois, Ch. Seignos bos. Procurava de bom grado o acidente, o acaso que frustra as previsões e as concatenações. Mas Marc Bloch e Lucien Febvre, inauguraram a chamada escola dos Anais( 1929), que foram precedida pela obra de H. Pirenne e pela Revue de Synthèse de H.Berr. esses trabalhos visavam uma historia total; a historia humana , para eles , só e plenamente verdadeira quando é social, com base econômica.

B) OBJETO E CONTEÚDO DA IGREJA
O modo de compreender o objeto e conteúdo da historia da igreja esteve não apenas na dependência modo de ver a história geral, mas nos movimentos interno da igreja e da forma como ela compreende a si mesmo. Ao invés, uma igreja que si ver acima de tudo como povo de Deus na caminhada dos homens interessa pela vida de todo corpo, por sua “base”; vê a igreja em relação não de dominação mas de intercambio com o mundo , com a cultura etc.
C) NATUREZA OU ESTATUTO DA HISTORIA DA IGREJA
Os historiadores afirmaram que a historia da igreja é disciplina teológica , não apenas à sua matéria mas devido a seu estatuto de ciência. O objeto de estudo da igreja é o desenvolvimento , no tempo e no espaço, da igreja instituída por Cristo.
1- O historiador que aborda os fatos cristãos deve ter, senão uma experiência religiosa pessoal pelo menos um conhecimento simpático dos testemunhos dessa experiência.
2- É preciso reconhecer a existência , sobre diversos aspectos, e a originalidade de um tempo da igreja . esses aspectos são: a) a qualidade sacramental daquilo que a igreja opera ao atualizar o um mistério passado, a Páscoa de Cristo, para fazer disso seu vida. b) os acontecimentos da graça mediante as “missões”, visível ou invisível , do Verbo e do Espírito.

III- HISTORIA DOS DOGMAS
A) Dogma Palavra grega que significa decreto. Entende-se por Dogma o enunciado de uma verdade contida na Revelação e que o magistério da igreja propõe à crença em uma formula autentica, seja por um julgamento solene, seja quando menos, por seu magistério ordinário e universal ou pela fé que ela professa ou celebra.
A historia dos dogmas , é uma historia muitas vezes complexas e sinuoso, no qual foram feitas intervenções reguladoras e normativas, da igreja, cujo termo a determinada intervenção normativa. Todo historiador, ainda que não seja crente ou católico, pode e deve reconhecer essas intervenções, escreve-las. O historiador católico trabalha com o pressuposto de uma homogeneidade de sentido desde as origens, até o final, através dos momentos do processo. Foi feita uma distinção entre tradição puramente histórica e tradição dogmática.

IV.A HISTORIA DAS INSTITUIÇÕES E DO DIREITO

A noção de instituição permanece vaga , excessivamente ampla . G. Le Brás define:
“ Uma estrutura duradoura, ajustada para vida coletiva”. De acordo com alguns teóricos, a instituição é uma fundação, mesmo que este venha desembocar numa corporação, voltada para o futuro , que se opõe ao contratual. No que tange a igreja , a instituição é inseparável de processos instituidores tais como confissão de fé e os sacramentos. Por outro lado, a historia de inúmeras instituições (sacramento , papado, por exemplo) diz respeito a historia dos dogmas e poderia ser apenas uma parte da historia da Igreja vista sobre uma ótica documental e jurídica própria.
Para que haja maior clareza , distinguimos os vários níveis da qualitativamente diferente nas instituições :
Primeiro nível ficaria as instituições recebidas da igreja apostólica : Escrituras , sacramentos (batismo e eucaristia em primeiro lugar) e mistério de Pedro...Essas instituições de direitos existem concretamente na historia.
Segundo nível, mais organizacional , é mais relativo ainda . é o nível das instituições eclesiásticas , que a igreja atribui a si mesma para viver sua vida e exercer sua missão( os concílios , os rituais)
Segundo nível é os das instituições temporais da igreja, muitas vezes denominadas instituições cristãs: escolas, hospitais corporações e organizações econômica , Estado Vaticano ( como suporte temporal do ministério)

V. PATROLOGIA OU PATRÍSTICA

Distinguem (em princípios) “Padres” dos “escritores eclesiásticos” : aqueles são recomendados pela doutrina e reconhecido como autoridade pela Igreja. Tertuliano e Orígenes são mais que autores eclesiásticos... E Padres incontestáveis cometeram erros ( Irineu : seu milenarismo). Agostinho, Op. Impc.Iul,I117. são na Igreja, doutores e “padres”apenas na medida em que seu ensinamento é conforme ao sentido dela , e não por por posições , se as tivessem , que mas lhes seriam particulares , pessoais. Mas eles merecem o nome de padre s por que tiveram a graça de determinar al go na vida da igreja.
Os padres , em geral são definidos pelos seguintes critérios , que devem ser assumidos cumulativamente : ortodoxia da doutrina , antiguidade, santidade de vida, aprovação pela Igreja , sobre tudo pela Igreja romana , em cuja comunhão os autores viveram e morreram.
Em síntese os padres são portadores da Tradição pois eles comunicam o espírito do cristianismo o sentido da Igreja. Apesar de tanta diversidade não e a toa que se diz no plural “ os Padres”tem a capacidade de conduzir tudo paro centro: Deus que é Trindade , se fez homem que o homem se tornasse divino.
VI. HISTORIA DA LITURGIA

Distingue no conteúdo da liturgia o que é imutável por ser
de intuição divina, do que está sujeito à mudança : o que constitui o objeto da história.
Alguns exemplos nos mostrarão o interesse, da historia da liturgia para teologia:
1. O fato de que, do final do século II ao século IX, trinta e quatro Papas escolhidos enquanto eram diáconos tenham sido sagrados bispos de Roma sem passar pela ordenação plesbiterial.
2. Os escolarticos mais abalizados e mais esclarecidos não dispunham de informações históricas. Tomaz de Aquino, julgava que a matéria do sacramento da Ordem fosse a “porectio dos instrumentos” , e a forma, as palavras que a acompanhavam: “accip potestatem...” .

VII. HISTORIA DA ESPIRITUALIDADE
A religiosidade é objeto de uma disciplina particular. O teólogo pode constatar que o que ele estuda já foi vivenciado, provado. Bem como em outras áreas o estudo da espiritualidade é indispensável mas nada substitui a consulta direta aos autores.

A espiritualidade do leigo, espiritualidade conjugal, espiritualidade do sacerdote diocesano. Trata- se de distinções teologicamente discutíveis, mas historia, da conhecer ao passado pode mostrar a origem e o propósito desses anseios.

VIII. HISTORIA E ECUMENISMO
A conjunção da abertura a inúmeras possibilidades de relação entre os cristãos desunidos. O vaticano II em suas repercussões merecem um estudo a parte. Pode significar o papel do conhecimento da historia no trabalho ecumênico.
A historia pode influenciar de três maneiras : a) conhecimento e a valorização do que é comum, da herança da “Igreja indivisa”: padres, liturgia e missão . b) o conhecimento das causas e do desenvolvimento das rupturas.: como se chegou a esse ponto “razoes não-teológicas” ( culturais ,políticas , paixões ,humanas ,indivíduos ) foram determinantes , juntamente com razões doutrinais incisivas e leva a conclusão que a separação se estriba em meros mal entendidos.

Civilização Grega

Civilização Grega

Visão política e econômica

As pesquisas históricas provam que a Grécia foi formada pela migração de quatro povos pastores nômades indo-europeus: os aqueus, os jônios, os eólios e os dórios, eles ocuparam o espaço grego com um grau de violência muito variado.
Rodeados de montanhas, as cidades gregas foram erguidas em vales separadas uns das outras, o que exaltava o sentimento de liberdade e independência do povo , aceitar o sistema de cidade-Estado, o que quer dizer soberania total. Eram comunidades político-religiosos,autônomos normalmente, abrangendo, a cidade e o território circunvizinho.
Cidade-Estado é a tradução dada a palavra grega polis. Na Grécia antiga nunca houve um Estado central. Poderia haver hegemonia de uma cidade num determinado momento, mas nunca se chegou a uma unificação total. O elemento de unificação entre as cidades era língua.
Entre as diversas cidades gregas as que se destacaram foram Atenas e Esparta.
Inicialmente a atividade agro-pastoril foi à base econômica da Grécia primitiva , complementada pelo pastoreio , pela produção artesanal e pelo extrativismo. Os principais produtos cultivados eram: trigo, cevada , centeio, aveia, uva oliva , frutas como ; figo , maçã e pêssego. A extração de mármore era muito importante por seu valor comercial. A produção artesanal se destaca pela produção: de azeite,vinho vasos de cerâmica.
Porém a pobreza do solo , e da pouca disponibilidade de terras e o crescimento populacional , a economia , em geral sofreu forte transformação. O comercio principalmente o marítimo passou a representar a base da economia de muitas cidades , como Atenas. Especialmente a exportação de vinho azeite e vasos. Por seu lado Esparta, possuía terras suficientes e férteis. Não se transformou, caracterizando como uma cidade conservadora , nos seus hábitos e valores institucionais. A diferença entre essas duas polis eram grandes: Atenas preocupava-se com a cultura , sabedoria , intelectualidade, enquanto Esparta armava sua região e educava seus homens para guerra.
Quanto à estruturação social, até o século VI, A.C , em Esparta havia os espartanos ou esparcianos (classe dominante formada pelas famílias dos conquistadores dórios), que se dedicavam somente para a política da guerra ; os periecos (habitantes das periferias , pequenos proprietários rurais), e os camponeses, chamados de ilotas escravo do Estado espartano sem qual- quer direito político. Já em Atenas conheceu a sociedade formada pelos eupátridadas (os bem-nascidos, membros da aristocracia agrária , cidadãos com todos os direitos político ; os demiurgos que eram artesãos : metecos , estrangeiros ; e escravos a maioria da população . Mas no século VI A.C, Atenas conheceu transformações políticas que conduziram para a chamada “democracia grega ” . o trabalho de legisladores como Sólon , Cristenes e Péricles permitiu uma maior participação da população masculina livre ateniense nas decisões do Estado.
A cultura grega e religião
Sendo berço da civilização ocidental , o ponto de partida da filosofia , literatura , da dramaturgia e da democracia , é o país que mais monumentos históricos possui, considerado patrimônio da humanidade.
A cultura grega absorveu inicialmente os conhecimentos transmitidos por culturas anteriores : o alfabeto grego se originou do finicio. A ciência e a filosofia gregas se desenharam a partir das observações e observações feitas pelos egípcios e mesopotâmios e o contato com os cretenses contribui para formar nos gregos um espírito independente.
O traço fundamental da cultura grega foi a preocupação com a beleza e a sabedoria , com a forma e o espírito. essas preocupações aparecem em todas manifestações artísticas que a Grécia legou.
O século V aC.assistiu a um extraordinário desenvolvimento da cultura grega , sendo Atenas o centro mais importante. Esse período passou a ser chamado “século de Péricles”, que era o governante de Atenas. . Nele viveram e produziram os maiores artistas e filósofos gregos.
A genialidade grega manifestou-se especialmente nos templos . estes não se destinavam abrigar povo mas somente estatuas do deus e deusa , seu tesouro e oferendas recebidas. Por isso os templos gregos não eram de grandes proporções. Construídos em linha reta , sem arcos nem abóbadas eram regulares cercados de colunas , impressionaram pela harmonia das proporções e pelo equilíbrio do volume.
A religião era politeísta. Através dos templos o povo grego criou historia e lendas a respeito de vários deuses e de sua origem, de cheias de mitologia .
Interpretando os mitos , os poetas e artistas foram sucessivamente esboçando característica e peculiares a cada um dos deuses , fixando sua imagem em e pinturas e escutaras. Os deuses gregos não eram distante , misteriosos ; assemelhava-se aos homens e viviam entre eles. tinham virtudes e defeitos, franquezas e paixões , como os homens. Porem eram fortes e imortais ; embora invisíveis , podiam aparecer aos mortais sob forma humana ou de outros animais.

OS MERCADOS PÚBLICOS

OS MERCADOS PÚBLICOS

Assim como na maioria das cidades brasileiras, Araioses, conta com um Mercado Público, localizado no centro comercial da cidade, mais precisamente no bairro Conceição.
Por ser uma cidade pequena do interior, onde a maioria das pessoas se conhecem, "o mercado" além de suas atividades comerciais é considerado o centro das comunicações, "o jornal informativo da cidade”, onde todos os assuntos, acontecimentos, são abordados informalmente , tudo se comenta , se discute e opina.
Há a comercialização de uma diversidade de produto: alimentícios, higiene e limpeza, artesanatos, pequenos restaurantes (frevos), e miudezas em geral. É subdivido em três pontos de referências de acordo com atividade comercial: carnes e peixe; frutas, verduras, legumes; varejistas de miudezas em geral. Ainda fazendo parte do mercado, embora local separado, temos a mais nova opção "mercadinho do peixe" localizado próximo a beira rio.
Com relação ao aspecto econômico é formado por feirante e varejista que exercem a atividade comercial de forma informal.
Fomos informados que a grande maioria dos produtos comercializada são provenientes de outras cidades e Estados, inclusive frutas e verduras e legumes, cerca de 90% são proveniente do Ceará e apenas 10% da região.
Quanto à limpeza do local segundo funcionários é feita regularmente três vezes por dia, e que transportados para o lixão da cidade por meio de carroças diariamente. Vale ressaltar a ausência de cestos de lixo e algumas bancas de verduras próxima ao banheiro.
Na parte externa ao lado da av. Dr. Paulo Ramos, encontra-se diversas bancas, entre elas, as de frangos, que sem nenhuma proteção estão expostas à contaminação de mosca e a poeira gerada pela grande confusão de veículos: ônibus , caminhões, etc. que ali transitam e estacionam sem nenhum critério ou organização, até mesmo pela ausência de um terminal rodoviário, tornando o ambiente sufocado e risco aos pedestres.
Assim é nosso mercado, como muitos outros, com seus problemas e com suas qualidades, mas vale lembrar que anos atrás não muito distante tivemos um mercado em melhores condições de higiene e limpeza. Faço referência ao bom profissional: "O importante não é fazer o que você gosta, mas gostar do que você faz".

quarta-feira, 23 de junho de 2010

CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES PROINFO-2010 -Curso de formação a Educação DigitaL

 

PROFESSORES das escolas   Tia Lili e Valentim Braga,  Ateneu São José, Raimundo Gomes Nonato, participaram da capacitaçãodo Curso de  de Introdução a Educação Digital, PROIFO-2010, para professores.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ARAIOSES

Porque estás sempre na contra mão da história? Teu povo amigo e pacato já não suporta a indiferença daqueles que outrora clamavam para te colocar na estrada do progresso. Por onde andarás teus filhos que te clamam tanto amor quando estão de visita nos festejos da padroeira?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Curso de formação a Educação Digital

Nas  escolas  Tia Lili e Valentim Braga,  Ateneu São José, Raimundo Gomes Nonato, foi ministrado  o Curso de Introdução a Educação Digital, PROIFO-2010, para professores.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um povo sem memória é um povo sem história


PONTO DE VISTA

Os povos do conhecido período da História não escrita (pré-história), registravam sua atividades através de  desenhos nas cavernas “chamadas pinturas rupestre”, nas aldeias mais antigas após a revolução agrícola, existiam pessoas especializadas em guardar a história “contadores de história” que transmitiam a culturas de seu povo através da tradição oral de geração em geração. A  tradição oral     embora importantíssima é como diz o dito popular:  “quem conta um conto aumenta um ponto” e muitas das histórias são perdidas ou tomam rumos diferentes. A invenção da escrita foi a maior revolução para conservação da história da humanidade, pois sabe-se que ninguém quer passar despercebido pois esta vida sem que deixe suas marcas registradas, pois registra-se a pessoa ao nascer “certidão de nascimento e ao morrer “certidão de óbito”, mas não para. Diante do desejo de se  perpetuar por suas realizações ou  pela utopia  constante da descoberta da fonte da juventude ou  até mesmo pela imortalidade da matéria.  E assim a histórias são  recheada de grande feitos  como as sete maravilhas do mundo que ainda hoje encanta as gerações...
É preciso lembrar que:
Araioses  no passado conhecida por ser uma cidade pacata, embora seja! , mas manchada com a barbárie   que vitimou  os dois jovens entregues a responsabilidade do Estado. Acontecimento   esse espalhado pelo mundo através  rede mundial de comunicação.
No campo da administração tivemos  e temos prefeitos que fizeram e fazem do município  uma propriedade pertencente ao seu clã. E  o povo resta a política do “pão e circo” criado no Império Romano na antiguidade, reformada e  estruturada  neste município através contratações ilegais “não que pessoas não mereçam o emprego, claro  pois são cidadão que exercerem seu trabalho com dignidade” mas como pana de fundo a má  intenção mascarada  de conquistá-lo a não exercer o seus  direitos de cidadãos, no tocante as eleições que ora se aproximam.
Agora se pergunta: Será que a prefeitura de Araioses  vai realizar o concurso público? Será que oferecerá 1/3 dessas vagas para efetivação? Sabe-se que há compromisso firmado com o ministério do trabalho, “obrigação de fazer”. No qual o município através de seu gestor se compromete a realizar sob concurso público sob pena de multa.
Onde estão a frota de carros do município! Ônibus, microônibus, ambulâncias, caminhões, caçambas, automóveis etc. Resposta:  E de dá pena! sucateados e abandonados na garagem “cemitério”, um  verdadeiro  desmanche a olhos nu.
É preciso lembrar e relembrar da humilhação que sofreu os funcionários públicos no meio do sol e chuva, aquele famoso paredão que está gravado na memória daqueles que sofreram a humilhação.
A saúde pública de Araioses, abandonada /inexistente uma verdadeira saga para aqueles que adoecem, retroagiu a época  em que a saúde era cuidada através das crendices populares, dos  “curandeiros”  do chazinho da vovó não que não tenham validade, mas abrindo espaços para charlatões e enganadores com promessa de cura.
A  ausência dos que gerem esse município parece uma praga! “supõe “tocada pelo telefone” 02(dois) dias na cidade 28 de férias...  Quem sabe? Serão remuneradas? enquanto que os servidores ao  faltarem 01(um) por conta da de algum problema ou até mesmo por motivo de saúde tem que justificar com atestado  médico. Mais onde eles estão ? Os médicos...  As vezes o  gestor da  escola  araiosense se sensibiliza e abona  a falta  se não serão  penalizados em seus salários... os funcionários!

“...”
prof 04/06/2010

Um povo sem memória é um povo sem história



PONTO DE VISTA

Um povo sem memória é um povo sem história

Os povos do conhecido período da História não escrita (pré-história), registravam sua atividades através de  desenhos nas cavernas “chamadas pinturas rupestre”, nas aldeias mais antigas após a revolução agrícola, existiam pessoas especializadas em guardar a história “contadores de história” que transmitiam a culturas de seu povo através da tradição oral de geração em geração. A  tradição oral     embora importantíssima é como diz o dito popular:  “quem conta um conto aumenta um ponto” e muitas das histórias são perdidas ou tomam rumos diferentes. A invenção da escrita foi a maior revolução para conservação da história da humanidade, pois sabe-se que ninguém quer passar despercebido pois esta vida sem que deixe suas marcas registradas, pois registra-se a pessoa ao nascer “certidão de nascimento e ao morrer “certidão de óbito”, mas não para. Diante do desejo de se  perpetuar por suas realizações ou  pela utopia  constante da descoberta da fonte da juventude ou  até mesmo pela imortalidade da matéria.  E assim a histórias é recheada de grande feitos  como as sete maravilhas do mundo que ainda hoje encantam as gerações posteriores.
É preciso lembrar que:
Araioses  no passado conhecida por uma cidade pacata, embora seja , mas manchada com a barbárie   que vitimou  os dois jovens entregues a responsabilidade do Estado. Acontecimento   esse espalhado pelo mundo através  rede mundial de comunicação. No campo da administração tivemos  e temos prefeitos que fizeram e fazem do município  uma propriedade pertencente ao seu clã. E  o povo resta a política do “pão e circo” criado no Império Romano na antiguidade, reformada e  estruturada  pelas contratações ilegais “não que pessoas não mereçam o emprego, claro  pois são cidadão que exercerem seu trabalho com dignidade” mas como pana de fundo a má  intenção mascarada  de conquistá-lo a não exercer o seus  direitos de cidadãos, no tocante as eleições que ora se aproximam.
Agora pergunta-se: Será que a prefeitura de Araioses  vai realizar o concurso público oferecerá 1/3 dessas vagas para efetivação? Sabe-se que há compromisso firmado com o ministério do trabalho, “obrigação de fazer”.
E de dá pena a frota de carros do município! Onde estão? Resposta:  sucateados e abandonados na garagem “cemitério”, um  verdadeiro  desmanche.
É preciso lembrar e relembrar da humilhação que sofreu os funcionários públicos no meio do sol e chuva e o famoso paredão que está gravado na memória daqueles que sofreram a humilhação.
A saúde pública de Araioses, abandonada /inexistente uma verdadeira saga para aqueles que adoecem,  retroagimos a época  em que a saúde era cuidada através das crendices populares, e “curandeiros”  do chazinho da vovó não que não tenham validade, mas abrindo espaços para charlatões e enganadores com promessa de cura.
A  ausência dos que gerem esse município parece uma praga  “tocada pelo telefone” 02(dois) dias na cidade 28 de férias “ quem sabe remuneradas?” enquanto que os servidores ao  faltarem 01(um) por conta da falta de assistência a saúde são penalizados em seus salários.

 Profarnaldo
  04/06/10

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Araioses

Quando encontrarás rumo certo? Parece ser castigado? Com todo esse potencial que a natureza te proporcionou de está localizada no único Delta das Américas . Ainda assim teu povo é pobre enquanto os que te desejam aproveitam desta situação para se exibir. OH minha cidade querida um dia encontrarás quem te ames de verdade! não esse amor fingido que usurpa dos  teus filhos o direito de ser feliz ! Ainda acredito que logo chegarás a hora onde poderás descansar! E serás guiadas por aquele que te amam de verdade! Este é meu Araioses sofrido que quase já não acreditas em nada... mas há de ser recompensada  pelas belezas e potencial que a muitos admiram! oh minha cidade querida!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Reiunião de Pais e Mestres


A gestãoda  unidade Escolar Gonçalves Dias, avalia positivamnete a participção  dos pais  e professores nas reuniões  mensais.

sexta-feira, 19 de março de 2010

HINO DE ARAIOSES

LETRA E MUSICA
RAIMUNDO NONATO DAS CHAGAS




Salve, ó terra de Heróis destemidos.
Que buscas o progresso e a ventura,
Não temas o caminhos vencidos.
Tudo alcanças com fé e bravura,
Teu trabalho e o teu nome, então,
Complementam o poder da Nação.


Estribilho
Araioses,
És a terra da paz e do amor!...
Tua gente, venturosa,
Enobrece o teu grande esplendor.


Seja sempre constante tua gloria
Aos teus filhos que esperam o porvir.
E aos passos mais altos da Historia
Do Brasil vos haveis de unir;
Sobre nós permaneça a grandeza
Sublimada pela natureza.


Estribilho
Araioses,
És a terra da paz e do amor!...
Tua gente, venturosa,
Enobrece o teu grande esplendor.

Origem de Araióses



Ana Claudia da Silva Lula
Adriana Caldas
Francisco de Assis Almeida
José Arnaldo Machado
Josemar Nascimento
Luciana Araújo Almeida
Maria da Conceição Pereira
Maria da Conceição Reis
Maria de Jesus Brito Aguiar





A Origem de Araióses

Relatório referente a atividade de pesquisa com dimensão sociedade, como requisito de obtenção de notas no componente curricular Prática no Primeiro Semestre de 2005


1- Resumo


Araióses situa-se na região leste maranhense, no Baixo Parnaíba, limita-se ao Norte com o Oceano Atlântico, ao Sul com os municípios de Magalhães de Almeida e São Bernardo, ao Leste com o Rio Parnaíba, e ao Oeste com os municípios de Água Doce e Santana do Maranhão.
Teve sua origem na aldeia dos índios Araios, da ramificação dos Tapuias e que habitavam o Norte do Piauí e o Leste do Maranhão. Foram disseminados pela ação dos colonizadores contrabandistas e piratas portugueses. Antes, porém, se sedentarizaram dando origem a uma aldeia, que transformou-se em freguesia, vila e em 29 de março de 1938 elevou-se a categoria de cidade.
Sua economia baseava-se na produção de cana-de-açúcar, cera-de-carnaúba, algodão, arroz e demais gêneros alimentícios temporios.
Araióses hoje se difere do passado, seu desenvolvimento apresenta-se de um crescimento vegetativo em face da globalização.
O município é privilegiado por natureza, situa-se às proximidades do Delta das Américas, podendo assim, desenvolver seu potencial


2- Introdução


Abordamos através do presente relatório o processo de desenvolvimento do atual município de Araióses: em destaque a origem, o processo de emancipação política, em predominância os aspectos políticos, sócio-culturais e econômicos.
Comparando a economia de décadas anteriores e seu lento crescimento com os dias contemporâneos.
Sendo o mesmo de grande relevância para a sociedade, demonstra que é necessário basicamente incentivo para tais ações no âmbito social.

3- Objetivos


3.1 – Geral:
Resgatar a história do processo de formação e emancipação do município de Araióses.

3.2 – Específicos:

* Realizar a reconstrução histórica;
* Resgatar a origem de Araióses para torná-la pública e acessível à sociedade araiosense.

4- Material e Métodos


Trata-se de um estudo de caso in lócus. Com abordagem qualitativa baseado em levantamento bibliográfico, documental e de dados da realidade através de pesquisas e entrevistas a populares.
As pesquisas foram desenvolvidas no período de março a abril de 2005.

5- Resultados

Origem:
A pretensão desta reconstrução histórica pretende resgatar a identidade da sociedade de Araióses, para que seus filhos futuros dispunham da oportunidade de conhecer sua história.
Na concepção de Paulo Oliveira, Assír Alves da Silva, Francisco Iweltmam Vasconcelos Mendes, Arquivo Público do Estado do Maranhão Circulo Cultural de Araióses, Alfredo Wagner Berno de Almeida.
As primeiras tentativas de exploração da costa nordeste maranhense foi encravada ali no delta parnaibano e procederam-as de colonização desde os índios 1571, quando Nicolau de Resende e seus companheiros promoveram as primeiras jornadas aludida costa.
Outras tentativas foram verificadas em 1581 por Diogo Lopes, a mando de Martin Afonso de Souza, o qual partindo da Serra da Ibiapaba no Ceará, esse no Delta do Parnaíba, tentando a conquistas daquela costa maranhense, quase inacessível e na qual Pereira da Costa, partiu em perseguição aos índios e de alguns franceses seus aliados, em cujo alcance fez quatro jornadas até o rio chamado Árabe, onde se alojou a expedição. Os franceses em referência aliados aos gentios, tratavam-se de corsários sob a chefia de um certo “Mr. Mombille” sendo este pirata contrabandista de pau-brasil, âmbar e os demais gêneros comercialmente cobiçados na França.
(Oliveira, Paulo. Panorama Histórico de Araióses, Tutóia p. 13)

Araióses – Denominação atribuída aos primeiros habitantes locais, os índios, segundo o pároco Monsenhor Flávio de Souza Barros, devia-se chamar Araióz, mas devido ao aportuguesamento passou a chamar-se Araióses.
Habitavam a região diversas tribos, entre elas os Tamoios, os Gamelas, os Tapuias e os Tremembés, índios fortes, com enormes habilidades na água, podendo resistir longos períodos debaixo d’água. Habitavam todo litoral maranhense e comunicavam-se com tribos de Vitória do Mearim.
Sobre a origem dos Tremembés, sabe-se que nesta ocasião, no ano de 1699, um pequeno grupo de índios, liderado pelo jovem “Arinhã”, contando apenas 20 anos de idade, separou-se de sua tribo, em razão da morte de seu pai o índio “Araio”, que faleceu corajosamente, quando entendia o desembarque de holandeses na praia do Arpoador, próximo a Tutóia, juntamente com outros índios Tremembés. Após este episódio, o filho do índio Araio, Arinhã, reuniu alguns dos familiares mais próximos, entre eles a mão, a irmã e partiram em direção ao leste maranhense, ao Delta do Rio Parnaíba, passando por lugares onde atualmente situa-se os povoados de Frexeiras, Barro Duro, Carnaubeiras e Água Doce, dirigindo-se às proximidades do Rio Magú. Em janeiro de 1701, atravessaram o Rio Magú instalando-se diretamente no local onde hoje estão os alicerces soterrados na antiga Aldeia. Posteriormente, os índios passaram a acreditar que o rio fazia a separação entre os dois mundos.
Em 1702 o índio Arinhã contraiu matrimônio com a índia Arinã, nos anos que se sucederam nasceram seus filhos Aritã e Arivã.
Segundo Machado; no sentido de manter as relações sociais com outras povoações como, por exemplo: saindo uma estrada da Aldeia convergindo ao Para-Mirim, Lagoa das Cafusas à Passagem do Magú, ao Gado Bravo, ao lago do João Peres, Mariquita, Cumbre e Três Irmãos, isso no sentido de expandir os domínios da Aldeia, dando origem aos povoados, (três irmãos eram índios). “O chefe dizia: minino vai lá no João Peres, diz pra ele vim cá fazer um serviço, João Peres era índio. Lagoa das Cafusas volta para o Para-Mirim, aí vem a outra para Água Fria, atravessando para o Cumbre e Passagem do Magú, a outra que vem de João Peres, faz o encontro aqui travessava aqui para o Gado Bravo, a outra passando aqui pelo meio do Baixão ia até Três Irmãos. Eram sete bocas de estradas fazendo averiguar tudo num encontro só”.
(Machado, Bento. Entrevista realizada em 10-07-1997)

Os índios Araios não eram antropófagos. Quanto aos seus ancestrais. O índio Arinhã resolveu agrupar seu nome ao nome do rio passando a chamar-se Arinhã-magú.
Em determinada ocasião os Ameríndios celebravam o ritual das águas, quando surgiu João de Deus Magú, que teria sido atacado se o chefe Arinhã não o tivesse resguardado. Posteriormente, João de Deus Magú passou a conviver com os mesmos, deforma a exercer influência e liderança sobre aqueles ameríndios já civilizados e convertidos ao catolicismo.
Popularmente divulga-se que o principal colonizador foi João de Deus Magú, segundo a história seu nome era João Magno e os índios não sabendo pronunciar corretamente Magno, chamavam-no Magú, daí o nome João de Deus Magú.
Por volta de 1770, João de Deus Magú viajou para Portugal, com o intuito de conseguir um titulo de posse, para assegurar as glebas de terra que tinha sobre domínio. Trouxe consigo uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, ofertada pela rainha, tendo a recomendação de que deveria ergue um templo para a veneração da mesma. Dom João VI entregou-lhe uma farda com galões, uma coroa e uma espada de ouro, que por ocasião de sua morte foram enterrados consigo a 15 palmos de profundidade.
Construiu-se então a 1ª Capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.
“O fervor católico, que então dominava, levou os índios chefes de aldeias, João de Deus Magú e Silvestra da Silva, a doarem a Nossa Senhora da Conceição as glebas de terras que tinham em “Santa Rosa” e no Para-Mirim, para nelas se situarem fazendas onde fossem criado o gado vacum que já possuía por esmolas e outros animais que para o futuro lhes fossem doados”.
A escolha desta imagem Nossa Senhora da Conceição está atribuída ao primoroso e erudito Padre Francisco de Assis Memória, que era devoto da referida imagem e a cultuava-a no Ceará.
Consta na memória oral dos araiosenses mais velhos que nesta ocasião o lugar original de cultuação da imagem era a Aldeia de Araióses, mas como a notoriedade da imagem vinha ganhando adeptos ao culto e como os meios de transportes ficavam distantes, retiraram a imagem da Aldeia e edificaram uma capela para a mesma nas proximidades onde hoje encontra-se a matriz. Como os índios não concordavam com tal ação a roubavam à noite. Por diversas vezes repetiram o ato, mas durante o dia o padre ia buscá-la.
Este fato deu origem a denominação “Enjeitado”.
(Marques, César Augusto. Dicionário Histórico e Geográfico da Província do Maranhão, Cia Editora Fon Fon e Seleta, Rio de Janeiro, Março de 1970, 3ª Edição p.84 )

Quanto ao patrimônio da santa, Marques nos conta que após a morte dos doadores dos bens que o constituíram, a mesma se desfez da seguinte forma:
“Mandou o Governo da Província, a 9 de setembro e 18 de novembro de 1844, inventariar os bens desta capela a fim de serem incorporados aos próprios nacionais, visto estarem nos termos do alvará de 14 de janeiro de 1807.”
Após esta usurpação injusta dos bens da santa com o aval da justiça, a igreja (congregação católica) caiu em decadência, pois não mais contava com os excedentes que lhe eram atribuídos ademais.
“Diante das circunstâncias inseridas no contexto social, da comunidade, a construção da capela erguida à Nossa Senhora da Conceição de Araióses, que contribuiu para o surgimento do povoado Araióses, a proporção que as pessoas devotas se dirigiam à localidade as providencias eram tomadas no sentido de fixarem a terra e dando condições a formação de uma freguesia, vila e mais tarde município ”.
Com o inicio da expansão da freguesia, assim como no contexto nacional, também teve seu período escravista negreiro. Tendo em vista a necessidade de mão-de-obra para a implementação e aumento da produção de bens de consumo, tais como: a cana-de-açúcar e o algodão, enriquecendo os senhores de engenho.
Este período deu origem a povoações, que persistem até hoje, o Mocambo e o Zumbi, que eram pontos de refúgio e de resistência negra. Eles participaram da Guerra dos Balaios que teve uma passagem por Carnaubeiras, onde hoje alguns moradores guardam restos de utensílios utilizados pelos mesmos.
Em meados dos séculos XIX, ao lado das forças imperiais, lutaram bandos armados de escravos para em troca, receberem alforrias e terras.
Com a Lei de Libertação dos Escravos, os mesmos ficaram a esmo, alguns continuaram a prestar serviços aos seus ex-senhores, a maioria aglomerou-se às proximidades do local onde hoje encontra-se o povoado Frexeiras.
Coma visita do Governador Joaquim de Melo e povoas que achou o lugar de boa localização e terras de excelente qualidade para o cultivo de algodão, foi instalada uma fábrica de tecidos com a introdução de tecelões e mestre com conhecimentos a fim de botar a fábrica para funcionar. Há indícios de que a referida fábrica foi instalada no lugar denominado Tapera, próximo a João Peres. E em 10 de novembro de 1951, ficou conhecida por Freguesia, pois era a célula “mater” do arraial.
(Almeida, Alfredo Wagner. Terras de preto)

A partir de 15 de maio de 1893 pela lei estadual nº 53 elevou-se a categoria de vila não chegando a ser administrada pelo sistema de Conselho de Intendência Municipal.

Processo de Emancipação de Araióses

O processo de emancipação do Município se deu devido ao golpe nas instituições democráticas, prescritas pela Carta Constitucional de 10 de novembro de 1937, voltando o país ao regimento intervencionista. Para o seu desenvolvimento econômico destacaram-se a cera-de-carnaúba, a cana-de-açúcar e o cultivo de arroz e algodão.
Os primeiros lideres locais foram João de Deus Magú e Silvestre da Silva, a partir da Revolução de 1930 até agora a chefia do governo municipal de Araióses foi exercida pelos seguintes interventores e prefeitos na ordem abaixo relacionados:
Deposto pelo Prefeito Constitucional de então Domingos de Freitas Diniz, pela Força Revolucionária foi nomeado interventor municipal o Comerciante Francisco Dionízio da Silva o qual exerceu suas funções por alguns dias, sendo substituído pelo Tenente da Policia Militar Felipe José Ribeiro Mota. Depois foram feitas sucessivas substituições dos interventores municipais nomeados na seguinte ordem:
1- Francisco Dionísio da Silva (06.12.1930); 2- Tenente Felipe José Ribeiro Mota (1931); 3- Emilio Neves de Alceu; 4- Herculano Pastor de Almeida (1932); 5- Lauro Pastor de Almeida; 6- Antonio Ibiapino Filho (1933); 7- Francisco José de Seixas; 8- Agripino Atayde Lima (1935); 9- João Batista de Freitas Diniz (11.11.1936 a 10.05.1937); 10- Abílio de Brito Pereira (10.05.1937). Que fora substituído pelo farmacêutico Agripino Atayde Lima, João Baptista Freitas Diniz e Abílio de Brito Pereira.
As Gestões administrativas referidas acima foram durante o período de dezembro de 1930 a julho de 1937. O prefeito Eduardo Luis dos Reis pela qual exerceu suas funções apenas por poucos meses, de julho a dezembro, sendo substituído por ato interventor federal do Estado, em virtude da Carta Constitucional voltando a um regime invencionista.
No dia 03 de janeiro de 1938 assumiu as funções de prefeito nomeado em comissão o Dr. Oreste Mourão, foi neste governo que Araióses passou a ser cidade. Logo foi substituído no dia 1º de março de 1938 pelo interventor Belarmino Freire que ficou até junho de 1946, foi substituído pelo prefeito eleito João Batista Freitas Diniz, sendo mais tarde substituído pelo presidente da Câmara Municipal Pedro Alexandrino Lindoso.
Para o qüinqüênio de 1957 a 1961 foi eleito o prefeito Sebastião Furtado de Mendonça.
De 1961 a 1966 tomou posse o prefeito Silvio de Freitas Diniz.
Para o triênio de 1970 a 1973 foi eleito o prefeito José Marque Furtado.
Para o pleito de 1973 a 1977 foi eleito Silvio de Freitas Diniz, para terminar o mandato, tomou posse o Vice-prefeito Oscar de Freitas Dutra. A partir de 1977 a 1982 foi eleito e empossado o prefeito José Cardoso do Nascimento, em seu mandato o Hino foi executado e a Bandeira foi hasteada pela primeira vez.
De 1983 a 1988 foi eleito o prefeito Tito Ferreira Gomes. De 1989 a 1992 foi eleito o prefeito José Cardoso do Nascimento. De 1993 foi eleito o prefeito Vicente de Paula Moura. No ano de 1997 a 2002 foi eleito Francisco das Chagas Costa. Em janeiro de 2001 a 04 de maio do mesmo ano Vicente de Paula Moura faleceu, deixando à frente da prefeitura o Vice-prefeito Sr. Pedro Henrique Silva Santos.
A partir do dia 1ª de janeiro de 2005, assumiu o atual prefeito José Cardoso do Nascimento.



Araióses Hoje


Araióses situa-se a 462km de São Luis, 378km de Teresina e 75km de Parnaíba-PI.
Ocupa uma superfície de 1.596, 1km2, onde abriga uma população de mais 35.000 habitantes, sendo a maioria na zona rural.
O clima é tropical, semi-árido e quente, com duas estações distintas a chuvosa (inverno) e a seca (verão), com temperaturas que variam entre 24ºC e 33ºC.
A cobertura vegetal e bastante diversificada, predomina o relevo suave ondulado.
A rede hidrográfica é forma pelas bacias do Rio Parnaíba o qual desmembra o Santa Rosa e as do Rio Magú com o Mariquita contribuindo para a formação de ilhas, ilhotas e igarapés.
O Abastecimento de água é realizado pela Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão – CAEMA e a energia elétrica pela Companhia Energética do Maranhão – CEMAR.
O transporte consiste no rodoviário e hidroviário. Os meios de comunicações dispõe de uma agência de Correios e Telégrafos, serviços telefônicos convencional e celular pela TELEMAR, com a existência de 05 rádios comunitárias – FM, sendo todas localizadas na sede, de curto e médio alcance, sendo que na maioria do interior dispõe da comunicação radiofônica realizadas pelas rádios de Parnaíba-PI.
A situação educacional no município é bastante “preocupante”, pois, o estado de funcionamento da maioria das escolas estão funcionado de forma precária. Juntamente com o quadro de professores.
A última pesquisa realizada pelo SINDSEP-MA consta de:
 Professores concursados nível I – 156
 Professores concursados nível II – 26
 Professores concursados nível IV – 85
 Total de Professores concursados e estáveis – 267
 Professores contratados I – 161
 Total geral de Professores concursados, estáveis e contratados do município – 428.
Sendo o um dos itens avaliados pelo IBGE para detectar os piores índices de IDH com relação ao estado e ao país. Liderando assim o rancking 1 dos municípios mais pobres da federação.
Araióses conta atualmente com 02 hospitais, um municipal, outro regional, 02 laboratórios bioquímicos, 01 consultório odontológico, 74 Agentes Comunitários de Saúde.
As atividade econômicas estão centradas no extrativismo, agricultura, pecuária e agroindústria, comércio sendo que o turismo uma atividade não desenvolvida por parte dos gestores.
A atual situação política-administrativa encontra em atual estado de regresso, pois o atual gestor deixou de acompanhar as transformações, nas legislações a níveis administrativos.


Considerações Finais


Não queremos no fechamento deste relatório deixar conclusões indiscutíveis, definidas ou dogmáticas, mas, sim, levantarmos questionamentos que nos auxiliem a refletir sobre os resultados da pesquisa sobre a origem de Araióses.
Com a inclusão de outras culturas, a população araiosense abre mão de seus costumes e tradições.

Referências


 SILVA, Assir Alves da. A Colonização do Litoral Leste do Maranhão. São Luis. UEMA 1997, 227p.

 ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras de Preto no Maranhão. São Luis.

 FREITAS, José Alencar Carneiro. UnB. Brasília 2000.

 OLIVEIRA, Paulo. Panorama Histórico de Araióses e Tutóia.

 MENDES, Francisco Iweltmam Vasconcelos. Educação e Sociedade (da Colonização a Primeira República).

 Coleção de documentos do Arquivo Público do Estado do Maranhão.

 MACHADO, José. Pequenos trechos sobre a história de Araióses.

 SILVA, Antonio de Pádua Monteiro. SANTOS, Edson Francisco dos. ALMEIDA, Iraci de Jesus. Circulo Cultural de Araióses.

 CAMPOS, Humberto de. Critica. Série III.

 Consta o número de 90 entrevistados.

Os manuscritos bíblicos, Bíblia Palavra de Deus

Os manuscritos originais, isto é , saídos das mãos dos escritores , não existe, nenhum conhecido no momento. Deus na sua providencia não permitiu isso. Se existisse algum , os homens adorariam mais do que seu divino autor . Por exemplo, a serpente de metal posta entre os israelitas como meio de auxilio a fé em Deus (Números 21.8,9: II Reis 18.4).
Além disso , temos a considerar historicamente, quanto à inexistência de manuscritos originais o seguinte:
I) Era costume de judeu enterrar os manuscritos estragados pelo uso ou qualquer outra causa, para evitar mutilação ou interpretação espúria.

II) Os reis idolatram e ímpios de Israel podem ter destruído muitos ou contribuídos para isso como é o caso descrito em Geremias 36,-25.
III) O monstro Antioco Epífanos, rei da Síria (175-164 a . C. ), durante seu reinado dominou sobre toda a Palestina . Profanou o templo e destruiu todas as cópias que achou das Escrituras.

IV) Nos dias do feroz imperador romano Diocleciano (284-305 AD). Os perseguidores dos cristãos destruíram quantas copias acharam das Escrituras Sagradas. Durante 10 anos Diocleciano mandou vasculhar império a fim de destruir todos os escritos sagrados. Chegou a pensar que tivesse alcançado o objetivo. Durante 10 anos Diocleciano mandou cunhar uma moeda comemorando tal vitória – se enganou.

A literatura judaica afirma que a missão da chamada Grande Sinagoga, presidia Esdras, foi reunir e preservar os manuscritos originais do Antigo Testamento - os de que se serviram os Setenta no preparo da Septuaginta – a primeira tradução das Escrituras.
Copias dos manuscritos originais . Há inúmeros em varias partes do mundo, as três principais são :

*MS Vaticano , Roma
*MS Sinaítico, de Londres.
*MS Alexandrino, também Londres.

Em 1947, próximo do mar morto foi descoberto um manuscrito do profeta Isaias , em forma de rolo, escrito em hebraico, de 100 a .C, sendo assim muito antigo que o mais antigo manuscrito conhecido até então. Muitos outros rolos foram também encontrados e centenas de fragmentos de outras obras. O texto deste manuscrito quando comparado com o das nossas Bíblias , harmoniza-se plenamente . Esta é uma prova singular da autenticidade das Escrituras, pois manuscrito de Isaias tem atualmente 2000 anos de existência!
Os manuscritos bíblicos são sempre indicado pela abreviatura MS..

Enciclopédia Historia Teológica da igreja Cristã
editor Walter . A. Elwell

PANORAMA BÍBLICO

A palavra de Deus escrito na Bíblia.

É lembrada pelos próprios versículos que nela estão inseridos: “Tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para meu caminho”.(Sl 119,105); “Tudo o que lemos na Bíblia foi escrito para nos instruir e para manter firme a nossa esperança , com a força e a coragem que a bíblia nos dá” (Rm15,4; cf2tm3,15-17).

A historia da palavra de Deus tem uma marca registrada: a fé do povo de Israel num Deus único que vai se revelando nos fatos de sua historia.
Nas escrituras sagradas você não vai encontrar só questão de religião. Há também questões políticas, econômicas, culturais, sociais e históricas humanas. Os livros que retratam a palavra de Deus foram escritos por pessoas diversas , em épocas diferentes e tem a preocupação maior de transmitira a mensagem do projeto de Deus e de sua presença nos diversos momentos da vida do povo.
Para melhor compreender uma linha da historia do de Israel é preciso consultar varias fontes. Servindo da bíblia e de outros livros científicos ou históricos , que relatam a história dos povos vizinhos de Israel , como o Egito, e a Mesopotâmia , podemos propor esta linha histórica:
De 1811 a 1251 a .C. época dos Patriarcas: Abrão e Sara , Isaac e Rebeca , Jacó e Raquel.
De 1251 a 1111 a. C. libertação do Egito – Moises 40 anos de deserto . Terra Prometida. União das tribos.
De 1111 a 587 a. C. Monarquia Unida. Monarquia dividida. Reis: Samuel , Saul , Davi , Salomão e outros. Profetismo.
De 587 a 198 a. C. Exílio da Babilônia. Domínio da babilônia e da Pérsia. Retorno do Exílio. Restauração. Profetismo
De 198 a 64 a. C. Domínio grego . Invasão cultural . Conflitos dos Macabeus.
De 63 a. C. ou. D.C. Domínio Romano n. Herodianos . Nascimento de Jesus Cristo (ou – 4 a. C.). Vida,pregação , morte e ressurreição de Jesus.
De 31 a 135 d. C. Pregação dos apóstolos. Primeiras comunidades cristãs. Expansão do Cristianismo . Paulo Perseguições . Apocalipse.

O Primeiro livro da Bíblia é o Gênesis , significa “origem”, “nascimento”. Pretende comunicar a compreensão do povo hebreu (perseguido), sobre o começo de tudo . não se baseia em informações cientificas e , sim em experiências de Deus e do seu povo.
A origem (gênese) de tudo é Deus. Ele criou o universo como se estivesse realizando o maior . E concentrou no paraíso terrestre o núcleo de seu sonho. A terra seria um paraíso para o homem e a mulher. Mas logo destruíram o sonho do criador. Desconfiaram. Deixaram-se seduzir por proposta ambiciosa de serem mais felizes que já eram. Nasceu então o pecado que acompanha para sempre a vida humana. O homem carrega desde o inicio a marca do pecado e o sonho de recuperar o paraíso Perdido.
Deus não desanimou com o pecado dos primeiros seres humanos. Começou tudo de novo, por outro caminho. Chamou Abraão e Sara e lhes propôs uma aliança: Eu serei o único Deus de vocês , e vocês confiaram em mim, e eu farei de vocês um grande povo e lhes darei uma terra onde corre leite e mel.



Vida Migrante
Abrão e Sara , Isaac e Rebeca, Jacó e Raquel, são patriarcas e matriarcas, quer dizer , pais e mães do povo. estão na origem do povo de Deus.
A história dessas famílias ou clãs você pode ler em Gn 12-36 conta. Eram historias populares, muito celebradas no meio do povo. Foram escritas mais tarde para mostrar como era a vida dos habitantes de Canaã nos tempos primitivos. Viviam a dura vida de migrantes em busca de terra para plantar e para criar animais. Tinham que fugir para longe das cidades , pois o rei e a corte de cada cidade-estado exigiam pesados tributos e trabalhos forçados nas obras urbanos. Muitas vezes o clima seco destruí ou impedia qualquer produção. Ou, então, eram saqueados por bandidos e salteadores, ou exércitos conquistadores que disputavam o domínio da regioa . Mas, acreditavam no Deus dos pais, que estava com eles e mantinha a promessa de terra e de grande descendência.
A terra onde se desenrolou a historia do povo de Deus se chamou, nos primeiro tempo, terra de Canaã; mais tarde Israel ; e por fim Palestina . situava-se entre duas super-civilizações do Antigo Oriente: mesopotâmia, ao norte e o Egito ao sul . A leste, o mar Mediterrâneo e a oeste, o deserto da Arábia . Tratava-se de uma estreita faixa de terra, com aproximadamente 240Km de comprimento por 120 de largara. Porém uma área em permanentes conflitos , devido às rotas comerciais e militares que atravessam o território.
Experiência Escrava. Fugindo da miséria, da miséria da fome e dos conflitos com a cidade dominadora , muitas famílias , a exemplo de Jacó e de José, saíram de Canaã e se refugiaram no Egito . (ver historia de Jacó e José do Egito em Gn37ss.) Lá viveram por muitos anos, se multiplicaram e formaram um povo identificado pela fé no Deus dos pais . Assustado com o crescimento do povo hebreu, o faraó mandou a submetê-los a trabalhos forçados e ao controle de nascimento de meninos . o sofrimento fez o povo clamar a deus e seu clamor foi ouvido.

O projeto libertador de Javé. Êxodo quer dizer “saída”, “retirada”. O livro do êxodo conta como o hebreu , que vivia escravizado no Egito, foi libertado por Deus, através de Moisés e de Aarão. Essa experiência de libertação da origem ao povo de Israel. E significa mais o povo de Israel passa a conhecer Deus como Javé, o Deus que o libertou da escravidão e o conduziu à terra prometida. De si ele diz: “Eu sou Javé, sou teu Deus , que fiz sair do Egito, da casa da escravidão” Ex20,2 (ver também Dt6, 12; Jz2,1; 1Rs12,18; Os11,1...) .
Javé se revela como que se aproxima do povo (sarça), vê seu sofrimento, ouve seu clamor e desce para liberta-lo. Moises para líder. Tem medo, resiste, pede ajuda de Aarão, e , por fim, enfrenta o desafio . O povo é inconsciente, reclama, desorganizado, faz resistência, reclama, mas vai em frente, caminha e, entre erros e acertos , infidelidades e reconciliações, vão aprendendo a ser fiel ao projeto de Javé e a se organizar dentro dele.
Aparece também o faraó , com seu projeto de escravidão e de morte para o povo. faz oposição ao projeto libertador de javé. É preciso muito esforço, muitas “pragas” para conseguir vencê-lo.
Êxodo de 3 mil anos

Além do tema libertação, o livro trata temas fundamentais da fé e da vida , que atravessaram três mil anos de história e ainda hoje permanece atuais e significativos.

Páscoa : A páscoa primitiva era celebração da colheita, na entrada da primavera. Depois passou, a ser a celebração da memória da libertação do Egito . Jesus Cristo , pela ressurreição , libertou-se do poder da morte e realizou sua passagem (páscoa) definitiva para o Pai .
Aliança de Deus com o povo. Deus estará com seu povo e conduzirá a terra em que emana o leite e o mel . O povo deverá ser fiel a Javé em todos os momentos. A aliança e renovada sempre que, caem os na infidelidade o povo se arrepende e recorre de novo a Javé. Jesus Cristo , com seu sangue sela a aliança definitiva com o Pai.
Os 10 mandamentos : são os códigos de ética de Deus. Constituição que garante justiça , a liberdade e a vida digna para todos. Tem valor perene.
Idolatria : representada pelo bezerro de ouro. Indica a luta dos falsos deuses contra o Deus verdadeiro. O povo sempre vai sofrer a tentação da idolatria e muitas vezes, se deixará seduzir pelo culto aos desuses falsos.
Projeto de nova sociedade: libertado do Egito, o povo de Deus caminha 40anos pelos desertos . foi um tempo suficiente para que se pudesse purificar das marcas da dominação e da escravidão sofridas no Egito.
Nas experiências do deserto , aprendeu a se organizar, a fazer alianças com outros povos sofredores, e, principalmente , conheceu Javé e seu projeto de sociedade igualitária .
Assim ao entrar para a Terra Prometida o povo de Deus estava preparado para uma nova experiência : o tribalismo. Organizadas as doze tribos de Israel , constitui –se uma liga , uma federação que unia todas. Não havia rei , nem exercito , nem capital nem impostos , nem maquina administrativa. Cada tribo era autônoma, tinha seu conselho de anciãos para conduzi-la e, em caso de perigo e ameaça externas , todas se uniam em torno da liderança de um juiz. Sinal de unidade e da identidade do povo era a obediência ao Código da Aliança e adoração ao único Deus, Javé .
Essa experiência de sociedade livre , igualitária descentralizada que defendia o bem-comum, durou 200 anos e não foi mais esquecida pelo povo, que muitas vezes ao longo da sua historia, tentou reconstitui-l, mas sem sucesso.

O povo clama por um Rei.

Assim foi a historia de Israel e Judá. Em busca de um rei que os protegessem de seus inimigos através de uma estrutura mais sólida passa do tribalismo para monarquia A monarquia acabou com a soberania do povo reintroduzindo a opressão no meio do povo. Os principais são Saul, Davi, Salomão entre outros. Os reinos são divididos em dois Israel capitais situadas :, Samaria ao norte e ao sul Judá com capital Jerusalém. Os assírios dominam o Reino de Israel em 722 a . e destruíram a capital Samaria .Levaram os samaritanos para o estrangeiro e trouxeram estrangeiros para habitar o Reino do Norte, com a tentativa de acabar com a identidade do povo de Israel.. Em 586, vieram os caldeus da Babilônia e conquistaram o Reino de Judá no Sul. Destruiu Jerusalém , o templo e levaram ao exílio milhares de judeus , incluindo o rei , sua coroa , oficiais do governo , exércitos, os artesãos e os grandes proprietários. Ficou o povo-da-terra: os pobres, os pequenos agricultores os velhos e todo sofrimento de uma guerra perdida.



Israel povo Crucificado

Os Persas. O exílio da babilônia durou cerca de 50anos. Em 538 a . C. , surgiram os persas , unificados por Ciro, que formou um grande império no Oriente. Ciro parecia mensageiro de Deus . Autorizou o retorno do povo do povo judeu para a Palestina, reconstruir Jerusalém e o templo e organizar a religião judaica. Isso foi feito sob lideranças de Neemias e Esdras, que restauraram o Tora , a Lei de Moisés instituíram o que conhecemos hoje como Judaísmo. O povo-da-terra porém não participou desta restauração , até preferia reorganiza-se no sistema antigo , do tribalismo, que não era centralizado em Jerusalém, nem templo , nem classe sacerdotal , como ficou sendo o judaísmo.
Livre para praticar a religião (lado ideológico), subjugada política e economicamente , viveram os judeus na palestina por 20anos, sob o domínio dos persas. Tinham que pagar pesados tributos (lado Econômico),aos dominadores e era o rei da Pérsia que indicava o governador para Palestina (lado político). O povo em geral, continuava na pobreza e no abandono (lado social), tendo que trabalhar duro para sustentar os nobres , a classe sacerdotal e para pagar impostos.
Os gregos e Romanos. Esse regime de dominação estrangeira continuou depois , quando Alexandre Magno criou o império grego que dominou todo oriente. A Palestina esteve sob domínio dos gregos de 333 a 167 a . C., com a revolta do, sofrendo violenta pressão cultural helenística . Pelo período de 100anos, com a revolta dos macabeus a Palestina viveu uma certa independência e unidade política e religiosa que terminou 63 a . C>, com a ascensão do Império Romano. Em 135 d.C., após uma guerra sangrenta os romanos destruíram completamente Jerusalém e o templo , acabando definitivamente com a experiência do povo bíblico de Israel.
Da dor nasce a Bíblia. Quase toda a bíblia foi escrita justamente no período dominação das nações . O Pentateuco (cinco primeiros livros da bíblia) surgiu na época do exílio da Babilônia. Os livros históricos (Josué, Juizes, 1 e2 Reis , 1e2 Crônicas e Deuteronômio) tiveram suas redações definitivas no pós-exílio, durante o domínio Persa. Os livros sapienciais (Provérbios, Salmos, Eclesiastes, Jô, Eclesiástico, Cânticos dos cânticos e Sabedoria), mais as novelas de Judite, Éster, Rute, Jonas. Tobias, são escritos no período helenísticos. A revolta dos macabeus deu origem aos livros dos Macabeus, e pó r fim o Novo Testamento e foi escrito só o domínio romano.
Repressão e revoltas. Em 20 anos (de 57 a 37 a . C.). Explodem revoltas populares contra o império romano, na Palestina é o grito desesperado da população que não tinha mais alternativa de sobrevivência. O imperador romano nomeia Herodes como rei e seu reinado se estende de 37 a 4 a . C . com repressão brutal ele desarticula e intimida o povo , estabelecendo um período de paz forçada e certa prosperidade. É o tempo da “pax romana”, época do nascimento de Jesus (que ocorreu pelo ano 6 a. C.)De 4 a 6 d.C. transcorrem dez anos de muita violência. Arquelau, que substitui Herodes, promove um massacre de 3 mil judeus, em Jerusalém, por ocasião da páscoa . O povo escapa, (foge para interior e se organiza em torno de lideres motivados por ideais messiânicos O desejo de um messias libertador do povo). Criam–se muitos focos de revoltas que são violentamente reprimidos . Neste tempo, Jesus chega à adolescência, crescendo em sabedoria , estatura e graça...(Lc2,52).
Novo período de relativa paz acontece de 6 a 27 d.C. As brasas escondem sob a cinza . O povo se submete porque percebe que qualquer reação será massacrada pelos romanos. Entra numa nova fase de revisão e busca novo direcionamento para o movimento popular. Jesus , na fase dos 12 aos 30 anos, integra-se na sua comunidade, comunidade, como homem da roça e carpinteiro.

Novo Profetismo. De 27 a 69 d. C., reaparecem os profetas os profetas. João Batista gera um grande movimento popular, batizando no rio Jordão. Jesus parte dele cria o seu próprio movimento. Surgem muitos outros profetas em distintos lugares da Palestina. Todos propõem uma releitura da história de Israel, convocam para um novo êxodo, anuncia a queda das muralhas, um novo ano jubilar e pedem mudança no modo de viver.
O povo está cansado, desnorteado , oprimido pela fome , pobreza , doenças ,desemprego endividamento (Mt20,3.6;18,23-25).Espera a chegada do reino e busca um messias libertador, ou um profeta orientador. Seus lideres – Saduceus, fariseus , escribas ,sacerdotes – aliados aos romanos, ignoram o sofrimento do povo (Lc.15,16;16,20-21).
Deixam que eles caminhem para radicalização e para a destruição , que vai ocorrer no ano 70d.C. (Lc. 19,41-44). Jesus aparece neste contexto . Tem dó do povo e quer congrega-lo. Atento aos sinais dos tempos, vê neles sinal de Deus . Apresenta uma mensagem atual e comprometida com a realidade carente do povo: a defesa da vida.

Grupos Organizados.
.
Saduceus. Eram. grandes proprietários, a elite sacerdotal, que controlavam o poder no sinédrio. Exigentes com o povo e colaboradores romanos.
Escribas ou doutores da lei. tinham poder baseado no sabe. Intérpretes das Escrituras especialistas em Direito, Administração e Educação, gozavam de bastante influencia em toda sociedade.
Fariseus. Que quer dizer “separado”, distanciavam da elite e procuravam aproximar do povo. Nacionalistas, hostis aos romanos, rigorosos no cumprimento da lei preparavam –se para a vinda do messias, com oração , jejum, esmolas. Zelotas eram provenientes, em geral da classe pobre. Nacionalistas,fanáticos, queriam expulsar os romanos da Palestina usando a luta armada, se necessário. Por isso muito perseguido.
Funcionários, partidários e simpáticos ao rei Herodes eram chamados herodianos. Tinham o poder na mão por que estavam a serviço do rei. Mantinham os judeus submissos, perseguiam os zelotas. Eles que mataram João Batista.
Qumram, dos essênios. Descobriu-se em escavações recentes, comunidade formada por sacerdotes, dissidentes, leigos, exilados que viviam no deserto , em comunidades, num estilo severo e profundamente religioso.
Grandes proprietários. Eram donos das melhores terras e dos maiores rebanhos , como também,. Como também controlavam o comercio. Viviam na cidade e contratavam trabalhadores para suas propriedades. Recolhiam o excedente da produção e vendiam para paises vizinhos. Para trabalhador assalariado e para o pequeno sobrava pouco porque, além de entregar quase toda sua produção aos grandes comerciantes, precisavam pagar pesados impostos ao governo judeu e ao império romano.
Samaritanos. Habitantes de Samaria . Eram consideradas raças impuras, misturadas com estrangeiros. Tinham seu próprio templo em Garzin e, das Escrituras, só aceitavam o Pentateuco esperavam como messias um novo Moisés
O Templo. A vida política econômica, social e religiosa do templo. No templo habitava Deus puro, santo perfeito, único , separado. A proximidade de Deus (do templo) , era critério de pureza. Mais puro era quem chegasse mais perto do templo. Mais distante mais impuro. Todo judeu tinha que ir ao templo se quisesse santifica-se. Mas ao mesmo tempo aproveitavam ali para vender seus produtos, compra, acertar as contas , pagar impostos , Jesus protestou contra esta situação : “Não façam da casa de meu Pai uma casa de negócios” (Jo2,16).
Havia peregrinações para Jerusalém, para rezar oferecer sacrifícios no templo, como conhecemos na perda de Jesus no templo (lc2,41-42). Mas povo, em geral, se reunia também nas sinagogas , eram pequenas igrejas construída na periferia de Jerusalém e nos povoados do interior. Muitas vezes, juntos às sinagogas, também funcionavam escolas.


Nascimento histórico. Jesus divide a história em antes e depois de dele.
Historicamente situado, Jesus nasceu sob o reinado do astuto e cruel, Herodes , o Grande, mas não sabemos a data exata. Natal é uma festa cristã que substitui e da novo sentido a uma festa romana, mas não é uma cronologia de Jesus. A narrativa do nascimento tem função de relatar o significado de Jesus da bíblia. Criado por Maria e José . Ligado à agricultura e ao artesanato em madeira, como seu pai, José, o carpinteiro, em Nazaré da Galiléia . Jesus teve oportunidade de estudar e conhecer as Escrituras, pois aos doze anos já discutia com doutores do templo se familiarizou com costumes e as tradições judaicas, com as orações , com festas no templo , rituais. Se tivesse viajando para longe para o Egito ou para índia não teria causado tanto escândalos quando começou a pregar em sua terra. O impacto de sua pretensão revela que passou sua infância e sua juventude por ai mesmo, bebendo das tradições, ricas de seu povo e vivendo em meio à pobreza e aos conflitos de terra, de impostos , de desemprego, de arrogância dos grandes - tudo isso fazia parte de sua situação social e cultural . Todos aqueles anos de amadureceram Jesus nas coisas humanas. Nesta época de Jesus , a maioria do povo buscava a sobrevivência trabalhando na agricultura, principalmente na região da Galiléia, e na pecuária, mais desenvolvido a Judéia. Muitos eram pescadores no Mar Mediterrâneo, lago de Genesaré, no Rio Jordão. O povo vivia na cidade trabalhava como empregado do governo nas obras públicas. Mas também havia muita ocupação em artesanatos como, tecidos. couro, madeira ..., e no comercio .
Missão. Por volta de 30 anos nos conta Lucas Jesus partiu para uma missão que não teria retorno. Como fiel israelita passou um tempo no deserto, em contato com o mestre João que batizava perto do Jordão. Ai meditou, rezou discerniu seu futuro . quando João foi preso , Jesus tomou sua bandeira da pregação, foi para Galiléia e ai concentrou sua mensagem na boa noticia para os pobres : a vinda do Reino de Deus. A palavra de Jesus porta o mesmo paradoxo de sua pessoa: dizia coisas muito simples , com linguagem popular e inspirada nas Escrituras. Partia da experiência do povo para contar parábolas , lembrar provérbios e fazer exortações. Falava ao coração , e ainda ressoam suavidade e firmeza no que dizia. Mas falou duro contra a dureza e desmascarou muita hipocrisia e malicia, sobre tudo dos grupos dominantes. Não faltaram palavrões : “víboras, raposa, sepulcros” logo teve inimigos que conspiraram contra ele.
Ele esconde e revela uma mensagem envolvente. Aponta para um lugar perfeito, o Reino de Deus que virá , mas que já está acontecendo. O já e o ainda não, torna a mensagem de Jesus repleta de novidades. Jesus percorre as periferias das cidades, lugares poucos visitados, marcados pelas carências e da vida. Visita casas dos doentes. Passa ao longo das praias onde rudes pescadores recolhem as redes. Ou retira-se para lugar sossegado para meditar e rezar. O messias andando pelos lugares imundos... uma incrível novidade.
Jesus acolhedor. Pois Jesus acolhe prostituta (Lc 7,36-49), pecadores, pagãos, samaritanos, impuros, leprosos, possessos. Os pobres e os desesperados têm vez com Jesus. Deles é o reino de Deus. Jesus convive com gente rejeitada e lhes anuncia o evangelho. Essa é a grande novidade do Reino.
O machismo era impiedoso, mulher e criança não tinham valor, nem para somar e aumentar o numero dos presentes (Mt 14,21) mas Jesus, acolheu , abençoou,curou e amou. No seu Reino, crianças e mulheres são diferentes mas todos têm igual dignidade valor. Surpreendente novidade.
Jesus propõe novos critérios , baseado na justiça, na verdade , na igualdade e no amou.mas isso parece tão novo que cria novas divisões. Proclama que o Reino de Deus, sofre violência e só os violentos o conquistam. Ele mesmo vai a luta a luta e combate a fome , doença, a ignorância, a solidão, a discriminação, as leis opressoras. Coloca-se do lado dos pobres , condena a tirania e a sede de dinheiro dos poderosos e desmascara a falsidades das lideranças civis e religiosas. Sigam o que eles dizem, mas não façam o eles fazem. E declara: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundancia” (Jô 10,10).
E as multidões correm atrás de Jesus . Ele fala como quem tem autoridade . Perdoa os pecado, realiza milagres diz abertamente ao povo que chegou o Reino de Deus . Reino é dado de graça , por Deus , mas quem quiser ser herdeiro converta-se de todos os egoísmo e tome o caminho da cruz . Assusta a novidade.
Morte. Depois de alguns poucos anos- a cronologia tradicional fala em três anos de vida missionária e ambulante , mas provavelmente foi um pouco mais- Jesus subiu a Jerusalém numa festa da Páscoa. Ali conspiraram os chefes judeus e os ocupantes romanos. Não fácil unir poderes que se odiavam, mas o ódio comum contra Jesus já era maior .
Assim Jesus se tornou vítima de um “entregrismo” geral como traição , manipulação, covardia , jogo de empurra-empurra, até para parar oficialmente numa cruz , suplício que os romanos aplicavam a escravos e bárbaros por razoes de Estados.a crucificação de Jesus tem este lado histórico dos inocentes que acabam sendo vítimas expiatórias: “É bom um morrer pela paz geral”, disse o Sumo Sacerdote. Os evangelhos não só relatos históricos, pois querem desentranhar o sentido no âmago da historia, e confessam que Jesus morreu por amor e por fidelidade causa do Reino de Deus para humildes e perdidos.Os discípulos testemunharam experiências de encontros com Jesus vivo e glorioso. Isso não significa que Deus concordou com os que sacrificaram Jesus . Pela ressurreição, Jesus é confessado como “Senhor”

As Primeiras Comunidades Cristãos. Por fidelidade à vontade do Pai e à missão de evangelizar os pobres, Jesus acabou morto numa cruz. Nesta trágica morte, sepultava-se op sonho de muitos Messias libertador. Mas para surpresa e alegria de seus seguidores, aconteceu a ressurreição. E aquilo que parecia o fim, tornou-se o revolucionário começo. Da morte surgiu a vida ressuscitada, força incontrolável que impulsiona o inicio da Igreja e que por dois mil anos vem conquistando a humanidade.
As comunidades cristas foram grandes novidades do inicio do cristianismo. Surgiram das pregações , testemunhos dos apóstolos. Eles anunciavam Jesus Cristo ressuscitado e mostravam que nele estava cumprindo as promessas de Deus do Antigo Testamento,. As pessoas convertidas eram batizadas e integrava-se uma comunidade. Nela procuravam conhecer e viver o evangelho e difundir a mensagem de Jesus os atos dos apóstolos descrevem como seria o modelo de uma dessas comunidades (AT2,42-47e AT4,32-37).
Pelo ano 100 , isto é 70 anos após a morte de Jesus, havia milhares de comunidades ocupando a Palestina, a Ásia Menor, o Egito, tendo chegado até Roma , capital do Império Romano. Só o apostolo Paulo e sus companheiros, em três viagem apostólicas percorrem em torno de 16 mil quilômetros a pé , a cavalo, e de navio, para criar, visitar ou animar comunidades cristãs. Temos também informações do trabalho missionário de Pedro, Tiago, João... E os outros apóstolos e discípulos .
Todos os livros do Novo Testamento estão ligados às experiências de alguma comunidade de cristãos . Elas enfrentam as mais variadas situações tendo que inculturar em ambientes muito diferentes, como eram Jerusalém, Alexandria , Efeso e outras cidades. Da tradição judaica , os cristãos precisam distinguir o que era plano de Deus e o que representava herança cultural superada , como não comer carne de porco , a circuncisão, a convivência com pagãos (impuros).
Em relação aos gregos, surgiam conflitos , porque introduziram a escravatura , descriminavam o trabalho braçal promoviam todas doutrinas e filosofias. Os interesses do Império Romano também causaram problemas aos primeiros cristãos , especialmente na pretensão de poder divino do imperador.
Recordar Jesus, sua prática e seus ensinamentos se tornaram a força divina criativa dos e de resistência dos cristãos das primeiras comunidades. Encontrava-se soluções criativas para impasses e não tinham medo de confessar sua fé mesmo que para isso lhes custasse a vida. Judeus, gregos e romanos sentiam –se ameaçados por este movimento que não parava de crescer . Moviam perseguições , prisões e matanças, mas sem resultado. O sangue dos mártires ia se tornando semente de novos cristãos . graças a eles conservamos hoje nossa fé.

Bibliografia:
Mundo Jovem, edições ano 96